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LADY IN BLACK NA FOLHA BLU

De caseiras para artesanais: mercado aquecido e crescimento de cervejeiros são destaques do Festival Brasileiro da Cerveja.

Quem visita o Setor 2 do Parque Vila Germânica durante o Festival Brasileiro da Cerveja pode nem notar um movimento que acontece entre os estandes. Mas ele é extremamente representativo para o mercado de cervejas Premium. As marcas participantes são divididas entre caseiras e artesanais. Muitos dos cervejeiros que estiveram no evento pela primeira vez como caseiros já mudaram de categoria e voltam nesta edição com seus negócios evoluindo e se consolidando no mercado.

É o caso de André e Fernanda Junqueira, da Morada Cervejaria. “Eu comecei a fazer cerveja despretensiosamente. Quando o Paulo Schiavetto provou e me aconselhou a inscrever em um concurso nacional de cervejas, eu nunca imaginei que chegaria até aqui”, explica André, que mora em Curitiba. Em 2010, a Morada veio pela primeira vez para o festival como caseira. Foi muito elogiada não só pelo público, mas também pelos convidados internacionais. Já em 2011, voltaram como cervejaria.

 

“Estamos planejando a nossa produção junto com um pub e muitas outras novidades. O festival teve um papel fundamental na divulgação da marca e na nossa confiança em levar o projeto adiante e nos transformarmos em uma cervejaria”, explica André.

Também foi isso que aconteceu com a Sauber Bier. Renato Marquetti Júnior é engenheiro químico aposentado e, há cerca de três anos, resolveu começar a fazer cerveja. A primeira cerveja que fez, de abóbora, já foi um sucesso na edição de 2010 e de 2011 do Festival da Cerveja, quando a marca esteve em Blumenau como caseira. “O festival nos deu muita mídia, muito reconhecimento. Ver as pessoas provando a nossa cerveja e indicando nos deu um grande estímulo”, explica Renato.

O lançamento da Sauber Bier neste festival é a Lady in Black, cerveja que Renato produziu para a esposa Vanesca, que mesmo tendo apoiado a cervejaria desde o início, não era apreciadora da bebida. “Claro que eu adorei. É uma cerveja escura, como as mulheres gostam, mas que por outro lado é leve”, explica ela.

Nos estandes das cervejarias caseiras no Festival da Cerveja, alguns já estão se preparando para voltar como artesanais. Anuar Tarabai e Daiene Matzeck, da F#%*ing Beer, estão entre eles. “Em 2011, ficamos na lista de espera para vir ao festival. De última hora conseguimos o estande e viemos, sem conhecer a cidade nem como seria. Vendemos tudo”, lembra Anuar.

O plano para o próximo ano é voltar como cervejaria artesanal. “Já estamos trabalhando para isso. No festival do ano passado recebemos e-mails de várias pessoas de diversos cantos do país. Com certeza, foi importantíssimo”, afirma Anuar.

O evento vai até o dia 24 no Parque Vila Germânica, em Blumenau. São quase 500 rótulos diferentes da bebida, 11 atrações musicais, diversas palestras e workshops, e seis pontos de gastronomia.

Veja na íntegra em: http://www.folhablu.com.br//noticias/economia/negocios/de-caseiras-para-artesanais-mercado-aquecido-e-crescimento-de-cervejeiros-sao-destaques-do-festival-brasileiro-da-cerveja.html#.WEfsGFwl-Pt